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| Treinamento no RJ |
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Filosofia do karatê
Encontrei esse arquivo no site da askadoi (http://www.askadoi.com.br/). Muito interessante e esclarecedor. Reflitam e pratiquem:
“COMO SOBRE A FACE POLIDA DE UM ESPELHO SE REFLETE TUDO QUE ESTÁ DIANTE DELE, E COMO UM VALE CALMO TRANSMITE O SONS MAIS DOCES, ASSIM O ESTUDANTE DE KARATÊ DEVE TER O SEU ESPÍRITO LIVRE DE EGOISMO E DAS COISAS MATERIAIS NUM ESFORÇO POR REAGIR A TUDO QUE PODE SER ADVERSO A ELE”. Mestre G. Funakoshi DOJO - KUN Dojo Kun são os Princípios do Dojo que devem ser observados para que um praticante de arte marcial, cuja finalidade é a luta, não se prenda apenas para este fim, mas que possua uma conduta moral que lhe mostre o bom senso em seu uso, que tenha comportamento humano digno e contenha e previna-se contra a violência.O primeiro mestre que formulou o Dojo - Kun para o Karate foi o Mestre Sakugawa em torno de 1750, a elaboração dessas regras foi uma das suas contribuições mais significativas para a posteridade.
(Escrito por Sensei Mitsugi Saotome) (Traduzido por Paulo C. G. Proença) Fonte: Home Page do Instituto Takemussu http://www.aikikai.org.br/yudansha.html O título de Yudansha é concedido por várias razões, não apenas por habilidades técnicas. Só porque uma pessoa recebe um certo ranking de Yudansha, não significa que ele ou ela conseguiram o respectivo nível de habilidade naquele momento. Significa que eu sinto que a pessoa está no limiar e crescerá naquele nível com a pressão da responsabilidade que adquiriu. É óbvio que, receber promoção a qualquer nível de Yudansha, pressupõe-se a existência de certa competência técnica. Mas somente isso não é o suficiente. Meus olhos enxergam de modo diferente quando vejo um aluno praticando. Eu vejo a personalidade e o crescimento dessa ou desse aluno. Eu freqüentemente sei qual é o tipo de dificuldade que o aluno tem que superar. Tenho uma boa noção do quanto essa pessoa tem feito por seu grupo, quanta responsabilidade ele é capaz de suportar e o quanto ele ou ela fez para ajudar aos outros. Eu conheço o crescimento espiritual e social dessa pessoa e suas habilidades no que diz respeito à liderança. Foi me perguntado várias vezes como um aluno deve treinar e com que tipo de meta em mente para cada exame de Yudansha. A maioria disso não pode ser colocada em palavras e devem vir do coração individual de cada aluno com seu crescimento na compreensão; mas eu posso lhe dar alguns conselhos. Para treinar para Shodan: Você está treinando para se tornar um iniciante, e não mais um convidado no dojo, mas um aluno com reais responsabilidades. Deve-se estudar a forma básica de técnica e o princípio básico, até que o movimento correto se torne automático e seja natural. Para treinar para Nidan: A potência do movimento deve ser enfatizada e desenvolvida. A realidade funcional da técnica deve ser explorada e uma compreensão do que realmente funciona e porque deve ser desenvolvida. Para treinar para Sandan: O aluno deve desenvolver um entendimento do princípio de Aiki e começar desprender-se da técnica. Para treinar para Yondan: O aluno deve descobrir a filosofia do princípio de Aiki e seu relacionamento com a técnica. A forma técnica deve estar profundamente refinada de acordo com sua compreensão, e o estudante deve começar a desenvolver seriamente a arte de treinar a outros. O treinamento pessoal já não é o suficiente. O aluno deve entender a responsabilidade social. Para treinar para Godan: Deve-se fazer do princípio de Aiki uma parte direta em sua vida, desenvolvendo assim um espírito incrível, qualidades de liderança e a aplicação espiritual e social do princípio de Aiki. Uma completa espontaneidade de técnica deve ser desenvolvida, a qual não é mais técnica, mas o princípio que suporta a base da técnica. Deve haver, quando se atingir esse ponto, uma dedicação completa à arte, e um grande crescimento espiritual. Um crescimento que produz não uma preocupação com um dojo ou uma área, mas uma preocupação ativa por todos os alunos e todas as pessoas do mundo. Por todos esses anos de treinamento, sua compreensão física, mental, social e espiritual e força devem uniformemente sempre estar progredindo. A aplicação espontânea de Aiki deve progredir. Se você para de treinar em qualquer desses níveis, seu Aikido não crescerá mais.
A maioria das pessoas ficaria satisfeita se eu dissesse que leva apenas um par de anos para obter a faixa preta, mas infelizmente não é assim. E embora eu tema que a maior parte das pessoas não ficaria feliz com a minha resposta, acho que os falsos conceitos em geral sobre " o que é uma faixa preta" devem ser esclarecidos tanto quanto possível. Este não é um assunto muito popular para ser discutido da forma como o farei. Sem dúvida, advirto meus alunos a não fazerem essa pergunta logo em princípio. A resposta não é aquela que eles querem ouvir. Como se obtém a faixa preta? Você deve encontrar um professor competente e uma boa escola, começar a treinar e a trabalhar duro. Algum dia, quem sabe quando, ela chegará. Não é fácil, mas vale a pena. Pode levar um ano; pode levar dez anos. Talvez você nunca a consiga. Quando se compreende que ela não é tão importante quanto a prática em si, provavelmente está se aproximando do nível de faixa preta. Quando você compreende que não importa quanto tempo ou quão duro você treine e que há uma vida inteira de estudo e prática à sua frente até a morte, você provavelmente está chegando perto da faixa preta. Seja qual for o nível que você obtenha, se você achar que "merece" uma faixa preta ou se achar que você agora "é bom o bastante" para ser um faixa preta, estará fora do caminho e, sem dúvida, muito distante de alcançá-la. Treine duro, seja humilde, não se exiba diante do seu mestre ou de outros alunos, não reclame de nenhum encargo e dê o seu melhor em tudo em sua vida. Este é o significado de ser um faixa preta. Ser auto-confiante demais, exibir suas habilidades, ser competitivo, desprezar os outros, demonstrar falta de respeito e escolher aquilo que faz ou não faz (acreditando que alguns trabalhos são indignos de você) caracterizam o aluno que nunca obterá a faixa preta. Aquilo que vestem ao redor da cintura não passa de uma peça de comércio comprada por uns poucos dólares em alguma loja de artigos para artes marciais. A verdadeira faixa preta, usada por um verdadeiro possuidor, é a faixa branca do principiante, tingida de preto pela cor do seu sangue e do seu suor.
Em meus muitos anos de ensino, notei que os alunos que estão apenas preocupados em obter a faixa preta desanimam facilmente, assim que percebem que é mais difícil do que esperavam. Alunos que vêm apenas pela prática, sem preocupações com nível ou promoção, sempre se saem bem. Não são oprimidos por objetivos superficiais ou irreais. Há uma estória famosa sobre Yagyu Matajuro, que era filho da famosa família Yagyu de espadachins do século XVII, no Japão feudal. Ele foi expulso de casa por falta de potencial e de talento e buscou a instrução do mestre Tsukahara Bokuden, na esperança de dominar a arte da espada e reaver a sua posição na família. Em sua entrevista inicial, Matajuro perguntou a Tsukahara Bokuden, "quanto tempo levará para dominar a espada?" Bokuden respondeu, "Oh, cerca de cinco anos se você treinar muito duro." " Se eu treinar duas vezes mais duro, quanto tempo levará?" perguntou Matajuro. "Nesse caso, dez anos", replicou Bokuden.
Você poderá apenas pensar "Esquecerei dos ranks (níveis) completamente"? Você pode simplesmente dizer a si mesmo que nunca a alcançará? Estará sempre atado a sua faixa preta, permitindo que a idéia fique no fundo da sua mente? Em outras palavras, você pode simplesmente se concentrar no treinamento sem desejo de nada mais? Você pode compreender a final que a sua faixa preta é nada mais do que "alguma coisa para segurar as suas calças" ? Você deve compreender também que embora preencha todos os requisitos, o número certo de técnicas, todas as formalidades, e tenha acumulado o número apropriado de horas de treino, pode ainda não estar qualificado para ser um faixa preta. Obtê-la não é uma entidade quantitativa que se possa medir ou pesar como comprar feijão no mercado. Sua faixa preta está relacionada com você enquanto pessoa. Como você se conduz dentro e fora do dojô, sua atitude para com o seu mestre e para com os colegas, seus objetivos na vida, como você lida com os obstáculos em sua vida e como persevera no treinamento são todas condições importantes para a obtenção da faixa preta. Ao mesmo tempo, você se torna um modelo para outros alunos e finalmente alcança o status de professor ou instrutor assistente. No dojô, suas responsabilidades são maiores do que as dos alunos regulares e você é responsável por muito, muito mais do que os estudantes juniores.
Shajyamuni Buddha deixou seu reino, seus palácios, um bela esposa e tudo o mais para finalmente buscar a iluminação. O primeiro estudante de Boddhidharma, considerado o fundador do Kung Fu Shaolin, cortou fora seu braço esquerdo para estudar com seu mestre. Não temos que tomar medidas drásticas como essa para aprender artes marciais hoje, mas não devemos esquecer o espírito e a determinação dos grandes mestres do passado. Devemos compreender que temos que fazer sacrifícios em nossas vidas para continuar com o nosso treinamento. Quando o estudante vê o seu treino do ponto de vista da perda ao invés do ganho, ele se aproxima do espírito da maestria e verdadeiramente se torna merecedor de uma faixa preta. Somente quando você finalmente para de pensar em graus, faixas, troféus, fama, dinheiro e na maestria em si mesma, você obterá aquilo que é realmente importante no treinamento. Seja humilde, seja gentil. Cuide dos outros e coloque todos à sua frente. Estudar artes marciais é estudar a si próprio - sua própria identidade. Nada tem a ver com grau. Um grande mestre Zen disse certa vez: "Estudar o self é esquecê-lo. Esquecer o self é compreender todas as coisas." (traduzido por Emy Yoshida - dojo Central) Julho de 1996. Fonte: Home page do instituto Takemusso
As variações têm um propósito oriundas das experiências e combinações de outras escolas, mas geralmente são ênfases em determinados detalhes, resultado também do meio onde se desenvolveu. O praticante deve ater-se no treinamento de seu Ryu mas com a mente aberta, fazendo assim desenvolver a sua técnica própria dentro do seu estilo, pois toda arte é contrária à limitação. Deve concentrar-se nos detalhes devendo sempre lutar contra a vaidade do ego na busca da perfeição. A evolução de Ryu deve fluir naturalmente respeitando a história e a tradição sempre mantendo os princípios, e as modificações serão feitas pelas autoridades que o representam, pois são os responsáveis pela sua preservação.
As esferas estão unidas pelo fluir dos movimentos circulares internos, é o significado filosófico contido no físico. Essas mesmas curvas se usam como guias para os arcos básicos de todos os bloqueios e com ênfase em um centro de equilíbrio imóvel. É a busca do desenvolvimento desse centro de equilíbrio com uma combinação de equilíbrio físico (postura) e equilíbrio psicológico (aplicação do Zen). Combinação da meditação com o movimento. | |||||||||||||||
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
"Apenas gastar seu tempo treinando não faz sentido. A qualidade e intensidade de seu treinamento, as descobertas que você faz a cada dia, essas coisas são significativas. Você deve treinar duramente e descobrir a resposta por si mesmo."
(Sensei Mitsugi Saotome)
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Grão Mestre Yoshihide Shinzato

Yoshihide Shinzato (Haebaru, Shuri, 15 de março de 1927 — Santos, 13 de janeiro de 2008) foi um mestre de caratê nipo-brasileiro.
Começou a praticar caratê aos doze anos de idade, na escola (curso ginasial) com Anbun Tokuda (1886-1945), contemporâneo de Choshin Chibana e, como este, discípulo do Grão-Mestre Anko Itosu.
Após completar os estudos, Shinzato entrou para a academia do renomado mestre Choshin Chibana. Durante a Segunda Guerra Mundial, Shinzato serviu no exército japonês como rádio-telegrafista, em Tóquio, retornando ao fim da guerra a Okinawa, onde retomou os treinamentos com Chibana.
Devido às grandes dificuldades decorrentes do período pós-guerra, Shinzato resolveu aceitar o convite de um tio que havia emigrado para o Brasil e tomou um navio, desembarcando em Santos em 15 de janeiro de 1954, onde viria a fixar residência no município de Praia Grande. Assim que chegou, imbuído do espírito de aventura, Shinzato passou a trabalhar na lavoura onde plantava principalmente agrião, tornando-se, em seguida, feirante em Santos. Neste período, Shinzato começou a praticar o caratê nos fundos de sua casa, onde ensinava ao filho mais velho e aos filhos de alguns membros da colônia okinawana local.
Em 1962 Shinzato fundou a sua primeira academia em Santos, a Associação Okinawa Shorin-ryu Karate-Do do Brasil, que viria mais tarde a se tornar uma forte associação. 5 anos depois, fundou uma organização nacional, a União Shorin-ryu Karate-Do do Brasil, com centenas de academias e clubes filiados.
Apesar de muito ligado ao espírito marcial do caratê, Shinzato tem dado muita importância ao aspecto esportivo da luta, incentivando a prática do caratê de competição, sem o qual, nos dias de hoje, uma arte marcial não sobrevive, principalmente com o advento do caratê olímpico, após o reconhecimento da modalidade pelo Comitê Olímpico Internacional.
Apesar de dar aulas nos fundos de sua casa na Praia Grande algum tempo após sua chegada ao Brasil, somente em 3 de junho de 1962 Yoshihide Shinzato fundou a sua primeira escola, a Academia Santista de Karate-Do, na rua Brás Cubas em Santos. Em 15 de dezembro de 1962 a academia foi transferida para a Rua 15 de Novembro, no. 198. Três anos mais tarde, em 10 de junho, passou a se chamarAssociação Okinawa Shorin-ryu Karate-Do do Brasil, sendo transferida mais uma vez para a rua General Câmara e depois para Avenida Senador Feijó, 219, 2o. andar em 15 de maio de 1976 . Hoje sua academia, (também conhecida como Shin shu kan - nome derivado dosideogramas que compõem o seu próprio nome, Shin de Shinzato e Shu ou Yoshi de Yoshihide, e Kan que significa academia) fica situada na avenida Senador Feijó, sempre em Santos, para onde foi transferida em janeiro de 2000. Seu dojo é frequentemente visitado por caratecas (de todas as faixas e graus), não só do Brasil como também do exterior. Nele são realizados os mais importantes cursos, dos quais participam praticantes, inclusive de outros estilos, sendo considerado a sede da União Shorin-ryu Karate-Do do Brasil, e reuniöes e assembléias onde são tomadas as principais decisões da entidade. Bastante espaçosa e bem equipada com makiwara (tábua de madeira para calejamento de mãos e pés), sunatawara (sacos de areia para treinamento de socos, cuteladas e chutes), e equipamento de musculação (apesar de utilizar ainda os antigos implementos inventados pelos professores de Okinawa, tais como os feixes de bambu e os jarros de cerâmica cheios com areia), a academia recebe mais de 200 alunos por dia.
makiwara
Pelos registros já passaram pela escola mais de 7000 alunos do sexo masculino e mais de 300 do sexo feminino. Na academia são ministradas aulas pela manhã e à tarde nas segundas, quartas, sextas-feiras e sábados, e à tarde nas terças e quintas-feiras. Em quase todas as aulas o Mestre Shinzato participa com seus ensinamentos preciosos, onde fazem sucesso as técnicas de yakusoku-kumite - treinamento de defesa pessoal. O seu método de aula incorpora uma ginástica completa (com quase uma hora de duração), bases de ataque e defesa, katas, técnicas de defesa pessoal, luta de competição, prática com armas antigas e treinamento em aparelhos de fortalecimento físico e teoria de caratê, onde estão incluídos o embasamento biofísico e bioquímico e filosofia zen-budista. O principal objetivo é atingir o fortalecimento físico e mental do praticante através de uma equilibrada harmonia de interação e a construção de uma perfeita ética de conduta moral.
Dentre os alunos de Yoshihide Shinzato destacam-se caratecas famosos, alguns campeões nacionais e internacionais do cenário brasileiro, sul-americano e pan-americano, outros eminentes políticos da Baixada Santista. Pelo seu grande trabalho de divulgação nacional e internacional do caratê em prol, não apenas da modalidade, mas também de formação do caráter da juventude que pratica este esporte maravilhoso, Shinzato tem recebido muitos prêmios, sendo o mais famoso deles o título de Cidadão Santista, dado pela Câmara Municipal de Santos, em 1983. Em Okinawa seu trabalho foi reconhecido também e de Miyahira recebeu, em 1986, o título de nono Dan Hanshi. Na Confederação Brasileira de Karate Shinzato é considerado 8o. Dan.
Todo último domingo de cada mês são realizados treinamentos especiais para faixas-pretas (os quais são obrigatórios para aqueles que almejam os graus mais altos). Cursos de arbitragem são ministrados pela União com a anuência da Confederação Brasileira de Karate e daFederação de Karate do Estado de São Paulo. Nos outros estados também é grande a participação das filiadas nos cursos organizados pelas Federações locais. Diversos torneios são realizados a nível estadual e municipal, mas uma vez por ano é realizado um campeonato do estiloShorin Ryu do qual todas as academias e clubes filiados costumam participar. No fim de cada ano a União, sob a égide de Yoshihide Shinzato, faz realizar o Shorin-ryu Karate-Do Bonenkai, uma grande festa de confraternização onde são realizadas demonstrações e cursos de atualização de kata.
De tempos em tempos, Shinzato viajava a Okinawa para reciclar o seu caratê com Choshin Chibana, sempre trazendo as novidades da ilha para o Brasil, procurando evitar a degeneração do estilo devido à distância em relação aos centros onde o Shorin-ryu é praticado em Okinawa.
Após a morte de Chibana em 1969, Shinzato passou a manter relações mais estreitas com Katsuya Miyahira, o sucessor de Chibana no estilo Shorin da linha Kobayashi em Okinawa. Paralelamente, Yoshihide Shinzato associou-se com o Mestre Katsuyoshi Kanei (falecido em 1993), então presidente da International Okinawa Kobudo Association, procurando complementar o curriculum do Shorin-ryu com as técnicas de lutas com as armas tradicionais de Okinawa...
Miyahira visitou o Brasil em 1977, participando dos festejos do 15º aniversário de fundação da Associação Okinawa Shorin-ryu Karate-Do do Brasil e do 10º aniversário da União Shorin-ryu Karate-Do do Brasil, e em 1991, na comemoração do 20o. aniversário da Associação, ocasião em que fez demonstrações e ministrou cursos de kata para os caratecas brasileiros. Em 1992, Shinzato reuniu uma equipe com os melhores atletas do estilo e participou, em Okinawa, do Uchinanchu Festival, onde fez demonstrações e visitou mestres e academias famosos da ilha.
Quando indagado, Yoshihide Shinzato costuma responder que, para ele, o caratê se resume em: disciplina, responsabilidade, harmonia,humildade e dignidade.
Além disso, informa que, quando chegou ao Brasil, foi muito difícil se estabelecer, mas, segundo uma velha frase de seus antepassados que diz “três anos sobre a pedra”, atingiu seus objetivos graças ao esforço e à participação de seus alunos, bem como à compreensão do povo brasileiro que o recebeu com muito carinho e entusiasmo.
Com relação à técnica do caratê, Shinzato explica que a prática do kata é a essência da arte. No entanto, a prática dos kihons também deve ser enfatizada para que o aprendizado seja completo, tanto que tem elaborado e sistematizado kihons ao longo de sua vida, tornando o estilo Shorin um dos mais bem fundados neste tópico.
Em 2006, Mestre Shinzato publica um livro onde mostra a sua grande visão sobre o caratê, apresentando o estilo Shorin e registrando para a posteridade os kihons e os katas do estilo que são os seguintes: Naihanchi Shodan, Naihanchi Nidan, Naihanchi Sandan, Pinan Shodan,Pinan Nidan, Pinan Sandan, Pinan Yondan, Pinan Godan, Itossu no Passai, Matsumura no Passai, Kusanku Sho, Kusanku Dai, Chinto, Jion,Gojushiho, Unshu, Teisho, Koryu Passai (estes dois últimos incorporados recentemente pelo Mestre Katsuya Miyahira) e Ryuko (este incorporado recentemente pelo próprio Mestre Shinzato), dos quais destaca como mais importantes os Naihanchi, os Kusanku e os Passai.
Quando perguntado a Shinzato qual o professor de caratê mais importante para o Brasil, ele responde que foi o pioneiro o mestre Harada (do estilo Shotokan), praticamente o primeiro a introduzir a luta no nosso país. Indagando, então, sobre os que ainda estão vivos e atuantes, disseKoji Takamatsu, pelo Wado-ryu, e Juichi Sagara, pelo Shotokan.
Yoshihide Shinzato tem três filhos que também praticam o caratê assiduamente. O mais velho é o único nascido em Okinawa: Masahiro Shinzato, atualmente graduado como 9º Dan e que, até 1999, era o presidente da Federação de Paulista de Karate-do. O seu filho do meio, formado em engenharia aeronáutica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica, Nelson Mitsuhide Shinzato, é 4º Dan. O caçula, Eraldo Kazuo Shinzato, é engenheiro formado pela Universidade Federal de São Carlos e é 1º Dan.
Com o crescente aumento do número de praticantes do Shorin-ryu Karate-Do nos países vizinhos ao Brasil, tais como Uruguai, Argentina eBolívia, sempre sob a tutela do Mestre Shinzato, os representantes desses países resolveram fundar, em 1991, a International Union Shorin-ryu Karate-Do Federation. Embora na Argentina o Shorin-ryu já estivesse representado pelo Mestre Shoei Miyazato (oitavo Dan), um discípulo direto de Katsuya Miyahira, esse okinawano deixou suas atividades relativas ao caratê por motivos de saúde, fazendo com que Miyahira delegasse ao Mestre Shinzato a coordenação do estilo naquele país. Com a fundação da International Union, Shinzato passou a ter um controle mais organizado das atividades, agora não apenas na Argentina, mas também nos outros países da América do Sul onde se verifica a presença do Shorin-ryu. Existem representantes ainda nos Estados Unidos e na Austrália.
Yoshihide Shinzato espera que este organismo internacional cresça ainda mais nos próximos anos, principalmente agora que o caratê foi oficialmente reconhecido pelo Comitê Olímpico Internacional. Por outro lado, Shinzato já deu os primeiros passos no sentido de registrar o estilo na WKF - World Karate-do Federation (substituta da primeira WUKO - World Union of Karate-do Organizations -, hoje extinta), que é a entidade internacional representante do esporte perante o Comitê Olímpico Internacional. Tal feito, se realizado, deverá trazer um enorme prestígio para o estilo Shorin da linhagem Kobayashi, em nível mundial.
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